06.19.08
Enviado em Aleatoriedades, Uncategorized às 9:16 pm de Maíra
Well, everybody, há três fichamentos postados aqui no blog. Um deles, o da hofling, é do penúltimo módulo, se eu não me engano, e os outros dois são deste último módulo.
DICA QUENTE (ui!) : Para quem quiser ler os textos, sugiro a seguinte ordem: primeiro o que está na xérox, que é basicamente de estatísticas e não é difícil de ler; depois o texto em pdf “educação para competitividade ou cidadania social?”, que vai tratar de poucos conceitos, e não é muito denso. Então, leiam “o ensino superior brasileiro nos anos 90″, que possui mais estatísticas, mais conceitos e é o maior deles, e na minha opinião, o mais trabalhoso de ler bem. Por último, leiam o que está em doc. Este último é uma palestra, e basicamente faz uma pincelada no penúltimo texto que recomendei, e traz só uma coisinha nova no final. Depois de ter lido o penúltimo, quando fui ler a palestra, foi tão fácil que li as 9 páginas em exatos 10 minutos
Sem falar que você entende muito melhor essa palestra depois de ter lido o outro texto.
Enfim, queridos, é só. De nada a quem aproveitar, é um prazer ajudar
PS: Me diz se eu não sou uma pessoa muuuito legal?
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Enviado em Uncategorized às 9:08 pm de Maíra
ESTADO E POLÍTICAS (PÚBLICAS) SOCIAIS
ELOISA DE MATTOS HÖFLING
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Para melhor compreensão e avaliação das políticas públicas sociais implementadas por um governo, é fundamental a compreensão da concepção de Estado e de política social que sustentam tais ações e programas de intervenção. Visões diferentes de sociedade, Estado, política educacional geram projetos diferentes de intervenção nesta área;
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Diferenciação entre Estado e governo;
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Políticas públicas
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-“Estado em ação”
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- Responsabilidade do Estado;
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- O Estado implantando um projeto de governo, através de programas, de ações voltadas para setores específicos da sociedade;
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Políticas sociais
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- Usualmente entendidas como as de educação, saúde, previdência, habitação, saneamento etc.;
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- Ações que determinam o padrão de proteção social implementado pelo Estado;
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- Redistribuição dos benefícios sociais visando a diminuição das desigualdades estruturais;
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- Raízes nos movimentos populares do século XIX, voltadas aos conflitos surgidos entre capital e trabalho;
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As políticas sociais – e a educação – são formas de interferência do Estado, visando a manutenção das relações sociais de determinada formação social.
- Portanto, assumem “feições” diferentes em diferentes sociedades e diferentes concepções de Estado
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Claus Offe
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- A análise do Estado: 1) a partir de uma perspectiva de classe 2) como uma esfera da sociedade que concentra e manifesta as relações sociais de classe, onde conflitos ocorrem
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- Para o autor, o Estado atua como regulador das relações sociais a serviço da manutenção das relações capitalista em seu conjunto, e não especificamente a serviço dos interesses do capital – a despeito de reconhecer a dominação deste nas relações de classe.
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- Como o Estado capitalista atua para preservar as relações no conjunto da sociedade de classes? Quais as relações de interesses na determinação das ações do Estado? Enfim, como se originam, a partir de que movimentos de interesses surge a política social do Estado capitalista?
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- O Estado capitalista moderno cuidaria não só de qualificar permanentemente a mão-de-obra para o mercado, como também, através de tal política e programas sociais, procuraria manter sob controle parcelas da população não inseridas no processo produtivo;
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- O sistema de acumulação capitalista engendra em seu desenvolvimento problemas estruturais relativos à constituição e reprodução permanente da força de trabalho e à socialização desta através do trabalho assalariado. O Estado deve “responder” a estes problemas.
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- Os problemas de um país não vão ser resolvidos apenas pela ação do Estado ou do mercado. É preciso um novo pacto, que resolve o dever do Estado de dar condições básicas de cidadania, garanta a liberdade do mercado e da competição econômica e, para evitar o conflito entre esses dois interesses, permita a influência de entidades comunitárias.
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- Parece ser mais fecundo interpretar a política educacional estatal sob o ponto de vista estratégico de estabelecer um máximo de opções de troca para o capital e para a força de trabalho, de modo a maximizar a probabilidade de que membros de ambas as classes possam ingressar nas relações de produção capitalistas.
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As teorias políticas liberais concebem as funções do Estado essencialmente voltadas para a garantia dos direitos individuais, sem interferência nas esferas da vida pública e, especificamente, na esfera econômica da sociedade.
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A concepção neoliberal de sociedade e de Estado se inscreve na – e retoma a – tradição do liberalismo clássico, dos séculos XVIII e XIX.
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“menos Estado e mais mercado”;
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individualismo;
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capitalismo competitivo – liberdade econômica;
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políticas (públicas) sociais – entrave ao desenvolvimento e responsável por crise;
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Estado deve dividir responsabilidades com o setor privado (ex: cupons para educação);
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Em um Estado de inspiração neoliberal as ações e estratégias sociais governamentais incidem essencialmente em políticas compensatórias, em programas focalizados, voltados àqueles que, em função de sua “capacidade e escolhas individuais”, não usufruem do progresso social. Tais ações não têm o poder – e freqüentemente, não se propõem a – de alterar as relações estabelecidas na sociedade.
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Penso que uma administração pública – informada por uma concepção crítica de Estado – que considere sua função atender a sociedade como um todo, não privilegiando os interesses dos grupos detentores do poder econômico, deve estabelecer como prioritários programas de ação universalizantes, que possibilitem a incorporação de conquistas sociais pelos grupos e setores desfavorecidos, visando à reversão do desequilíbrio social.
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Mais do que oferecer “serviços” sociais – entre eles a educação – as ações públicas, articuladas com as demandas da sociedade, devem se voltar para a construção de direitos sociais.
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EDUCAÇÃO PARA A COMPETITIVIDADE OU PARA A CIDADANIA SOCIAL?
Fernanda A. da Fonseca Sobral
# O objetivo deste artigo é discutir a abordagem contemporânea dada à educação na sociedade brasileira e como esta abordagem está relacionada a certas transformações da sociedade brasileira, nas quais se incluem o processo de globalização e a consolidação da democracia.
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Durkhein: educação como processo de socialização.
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A educação não apenas integra o indivíduo ao meio social, mas também lhe proporciona uma maior capacidade de autonomia e, por isso mesmo, de interferência no meio social.
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A RELACÃO EDUCAÇÃO E SOCIEDADE ATRAVÉS DA HISTÓRIA
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Anos 50 – início 60 : educação como instrumento de mobilidade social
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A educação deveria dar “status” aos indivíduos.
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No período, constatava-se uma passagem de uma ordem social estamental para uma ordem competitiva.
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A educação tinha um papel importante no processo de legitimação pelo grau de abertura da sociedade.
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Durante o governo autoritário: ênfase econômica
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Mostrar a possibilidade de rendimentos oferecida pela educação
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Ideologia desenvolvimentista.
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Meados da década de 60 e nos anos 70: estudos econômicos sobre a educação
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Visão econômica (capital humano, para explicar o investimento em educação, produtividade, taxa de retorno, custos da educação e a concepção de educação enquanto mercadoria) passa à sociedade.
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Mundo: consolidação do sistema capitalista monopolista em contraposição ao sistema socialista.
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Brasil: importância da intervenção do Estado na economia, visando a superação do subdesenvolvimento.
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A partir de 1968, o “milagre econômico brasileiro”.
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Essa era então a função social da universidade: qualificar recursos humanos e produzir conhecimento científico e tecnológico, no sentido de permitir a expansão industrial brasileira.
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Final da década de 70: cidadania
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Brasil : fim do “milagre” e redemocratização;
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Mundo: Estado de Bem Estar Social e queda do Muro de Berlim;
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A educação traria para o indivíduo a sua cidadania no sentido tanto do acesso ao ensino público e gratuito como da sua participação nas diferentes esferas do poder.
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Década de 90: competitividade
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Mundo: globalização e menor intervenção do Estado na economia;
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Crise do welfare state;
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Educação, ciência e tecnologia: tripé para o desenvolvimento;
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O desenvolvimento é obtido através de uma maior competitividade dos indivíduos, das empresas e do país no mercado internacional, bem como através de uma maior participação social dos cidadãos.
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CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO NAS POLÍTICAS PARA OS ENSINOS FUNDAMENTAL E MÉDIO
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Educação: parte indisponível do esforço para tornar as sociedades mais igualitárias, solidárias e integradas”;
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Preocupação atual do governo com o ensino fundamental;
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É o ensino fundamental que dá a formação básica para o futuro cientista, tecnólogo, técnico ou trabalhador, pois a introdução e a absorção de novas tecnologias características do novo paradigma produtivo exigem, além da formação específica, certos conhecimentos básicos e gerais.
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Um dos maiores problemas do ensino médio no Brasil e que se reflete nas suas políticas é o da sua identidade: oscila entre o ensino propedêutico, cujo objetivo é preparar o aluno para o ensino superior, e a formação profissional, que tende a ser vinculada às necessidades do mercado de trabalho.
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A educação profissional pode se efetuar em três níveis:
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básico, destinado à qualificação, requalificação e reprofissionalização de trabalhadores, independente de qualidade;
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técnico, destinado a proporcionar habilitação profissional a alunos matriculados ou egressos do ensino médio;
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e tecnológico, correspondente a cursos de nível superior na área tecnológica, voltados para egressos dos ensinos médio e técnico.
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Pode-se perceber que a política educacional para o ensino fundamental tem sido pensada prioritariamente na sua dimensão social, enquanto o ensino médio tem sido considerado prioritariamente na sua dimensão econômica
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CONCEPÇÕES DE EDUCAÇÃO NAS POLÍTICAS DO ENSINO SUPERIOR E DA PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
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As políticas para o ensino superior têm se orientado por alguns temas: a sua diversificação; a redefinição da sua autonomia; e a avaliação de seu desempenho.
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Diversificação: saída do modelo único, possibilitando que a universidade ofereça formação científica (associando ensino e pesquisa), mas que também instituições de ensino superior possam oferecer formação profissional, tecnológica e formação de professores.
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Definição da autonomia: intenção de diminuir os controles burocráticos e normativos, garantir liberdade de organização dos serviços e execução de tarefas, estabelecendo um controle baseado na avaliação do desempenho.
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As análises recentes sobre a universidade inclinam-se para contextualizá-la dentro de uma “economia do saber”;
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Globalização;
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Transdisciplinariedade;
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Heterogeneidade institucional;
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Maior responsabilidade social do conhecimento;
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Assim, a lógica da diversificação do ensino superior vincula-se à idéia de diversificação da pesquisa universitária, sem que isso signifique, necessariamente, uma desvalorização da universidade – pelo fato de ela estar associada a outras instituições –, nem uma redução da pesquisa acadêmica – pelo fato de ela não ser a única desenvolvida no contexto universitário.
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Se, por um lado, é a busca da competitividade no mundo atual que leva à maior procura do conhecimento e da educação pela sociedade, por outro, é também a democratização da sociedade que demanda uma maior responsabilidade social do conhecimento.
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Massificação do ensino superior -> número grande demais de pesquisadores -> universidades apenas não conseguem absorvê-los -> lugares com competência em pesquisa diversificam-se.
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Brasil: comunidade científica competitiva, porém sem desenvolvimento de tecnologias.
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Proposta de modelo misto desenvolvimento científico tecnológico – união do mercado econômico-social ao mercado acadêmico.
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No que se refere à educação, as dimensões social e econômica não são necessariamente excludentes. A visão utilitarista não pode eliminar a visão humanista.
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O ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO NOS ANOS 90
Carlos Benedito Martins
# O objetivo deste artigo é apresentar e discutir determinados aspectos referentes ao sistema de ensino superior brasileiro nos últimos dez anos, particularmente no que diz respeito ao seu crescimento e ao seu processo de diferenciação institucional.
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- Parte do pressuposto que esse subsistema educacional vai ocupar uma posição fundamental na dinâmica dos processos de inovação tecnológica, de produção e difusão da ciência e da cultura, assim como desempenhar um papel estratégico no desenvolvimento socioeconômico do país.
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Acentuado crescimento quantitativo do ensino superior no país nas últimas três décadas.
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Necessidade de combinar esse crescimento quantitativo e a diferenciação institucional com padrões de qualidade acadêmicos e uma contínua avaliação acadêmico-institucional.
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Os diversos sistemas de educação superior, existentes em países que ocupam uma posição destacada no processo de desenvolvimento socioeconômico, apresentam uma forte diversidade institucional e desempenham uma pluralidade de funções na formação acadêmico-profissional.
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Nesses sistemas prevalece uma extensa hierarquia de instituições de ensino com perfis acadêmicos específicos, oferecendo cursos e programas para públicos com diferentes motivações e perspectivas profissionais,
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Assim como procuram manter uma relação de sintonia com as amplas demandas provenientes da dinâmica das mudanças sociais vivenciadas por esses países.
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Esse processo de diferenciação ocorre não apenas no sentido vertical da oferta de formação acadêmico-profissional, mas no plano horizontal, a partir de uma pluralidade de objetivos e conteúdos educacionais – competências e prerrogativas típicas das instituições –, permanecendo, entretanto, um processo de fluidez de comunicação entre os diferentes setores que o integram.
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CRESCIMENTO E DIVERSIFICAÇÃO INSTITUCIONAL DO ENSINO SUPERIOR
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No início dos anos 60
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Cerca de uma centena de instituições, a maioria delas de pequeno porte;
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Voltado basicamente para atividades de transmissão do conhecimento;
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Corpo docente fracamente profissionalizado;
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Vocacionados para a reprodução de quadros da elite nacional, em geral cultivando um ethos e uma mística institucional;
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Abrigavam menos de 100 mil estudantes, com predominância quase absoluta do sexo masculino.
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Processo de mudanças: incorporação de um público mais diferenciado socialmente, o aumento significativo do ingresso de estudantes do gênero feminino, entrada de alunos já integrados no mercado de trabalho e acentuado processo de interiorização e de regionalização do ensino.
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Consagração do modelo universitário;
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Universidades X Estabelecimentos isolados (estes normalmente voltados ao ensino)
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Desigualdades regionais na distribuição das instituições de ensino superior;
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Número superior de universidades privadas;
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O destaque das universidades públicas no cenário acadêmico e sua importância para o desenvolvimento do país;
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Crise brasileira do modelo único – que encara como indissolúvel o ensino, a pesquisa e a extensão;
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Autonomia para as instituições;
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Universidades estaduais: à margem;
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AS MATRÍCULAS, OS CURSOS E OS DOCENTES
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Aumento do número de matrículas (1962: 100 mil / 1998: 2,1 milhões)
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Uma vez encerrado esse processo de absorção de novos grupos sociais, acreditava-se que o ensino superior continuaria a se expandir pelo menos no ritmo do aumento populacional. No entanto, não foi isso que ocorreu.
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Década de 60 – 70: crescimento de 540%; década de 80: 10%; 90-93: 3,5%; últimos 4 anos: 28%.
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Tomando como referência o período 1980-1998, as matrículas nas universidades particulares cresceram em torno de 208%, nas universidades municipais, 298% e nas estaduais, 193%.
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As universidades federais apresentaram um crescimento muito pequeno no número de alunos. O que é preocupante, diante do custo do segmento;
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Gargalo para o desenvolvimento do sistema: o desempenho da educação média;
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Se a curto prazo o ensino médio ampliar a capacidade de diplomar seus estudantes e as instituições de ensino superior caminharem em direção à maior diversificação de formação profissional e de diplomas, certamente haverá um aumento potencial da demanda que passará a pressionar a expansão do ensino superior no país.
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Predomínio dos cursos tradicionais (direito, medicina, engenharia);
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Pequena porcentagem de docentes mestres e doutores, estando a maioria no ensino público.
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A PÓS-GRADUAÇÃO E SUAS RELAÇÕES COM A GRADUAÇÃO
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Ao lado da expansão da graduação, desenvolveu-se no país, nos últimos 30 anos, um vigoroso sistema de pós-graduação.
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No final da década de 60, a pós-graduação tinha aproximadamente 100 cursos, abrangendo não mais de 2 mil alunos. Atualmente conta com 2.066 cursos cobrindo todas as áreas do conhecimento, vários deles com excelente padrão acadêmico. No ano de 1998 esse sistema possuía 77.641 alunos e foi responsável por 16.455 titulações;
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Ao contrário da graduação, a pós-graduação encontra-se concentrada basicamente nos estabelecimentos públicos (federais e estaduais);
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A pós-graduação atraiu e institucionalizou a pesquisa no interior de algumas universidades e/ou instituições, possibilitou o desenvolvimento de um ethos acadêmico e a constituição da profissão acadêmica no país;
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Tudo leva a crer que a recente expansão dos ensinos de graduação e de pós-graduação foi estruturada a partir de lógicas e práticas acadêmicas bastante distintas.
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Graduação: expansão desordenada, sem planejamento estratégico a longo prazo, controlada pela demanda e oferta do ensino privado – o qual é orientado por critérios de rentabilidade;
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A graduação foi formada a partir de um sistema de créditos, sem um sólido sistema de orientação, onde, em princípio, o aluno deveria escolher as disciplinas;
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Não houve esforços contínuos de implementação de programas para enfrentar esse aumento da demanda, nem para enfrentar a entrada de um público mais diversificado socialmente.
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Resultados: evasão, desperdício de estudantes e disciplinas e resistência à mudanças.
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Ao contrário dessa situação, a pós-graduação cresceu de forma mais planejada e orientada. Ex: os Planos Nacionais de Pós-Graduação;
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Políticas públicas no Brasil - pós-graduação: um dos setores em que o planejamento de médio e de longo prazo tem desempenhado um papel significativo.
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A estrutura acadêmica da pós-graduação foi construída a partir de procedimentos bem-definidos. Acoplou-se o ensino à pesquisa, estabeleceu-se um número limitado de disciplinas articuladas com as respectivas linhas de pesquisa dos cursos. Ao mesmo tempo, criou-se um sistema eficiente de orientação de dissertações e teses.
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Reconhecimento acadêmico da pós-graduação;
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Crença falsa de que o investimento em pós-graduação levaria à uma melhoria na graduação;
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O sistema de ensino superior ocupa uma posição estratégica e fundamental no processo de modernização e de desenvolvimento do país. Tem a função de fornecer quadros profissionais capacitados e pessoal qualificado cientificamente para atender às diversas, e cada vez mais complexas, demandas tanto do setor público quanto do privado, para isso precisando melhorar continuamente seu método de graduação. Necessita também da colaboração de seu sistema de pós-graduação para formar docentes qualificados, pesquisadores e recursos humanos de alto nível.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
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Expansão contínua do ensino superior desde os anos 90;
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Adultos já inseridos no mercado de trabalho que procuram a universidade para melhorar sua chances profissionais pressionam a demanda;
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A expansão do ensino de graduação foi atendida em grande parte pelo segmento privado;
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Importância do setor público;
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Processo de diversificação institucional;
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Desafios centrais dos dias atuais para o ensino superior brasileiro: formular uma política não direcionada apenas para uma das partes do sistema;
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Um dos pontos de partida para colocar em prática uma política voltada ao conjunto do sistema é o reconhecimento de que ele não é apenas desigual na qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão oferecida pelas diferentes instituições. Ele também é um sistema multifacetado composto por instituições públicas e privadas, com diferentes formatos organizacionais e, especialmente, múltiplos papéis e funções locais e regionais, de abrangência nacional e internacional.
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06.17.08
Enviado em Diário às 5:00 pm de Maíra
Desculpem mais uma vez a falta de posts. Adivinhem só: estou sem internet mais uma vez! Meu modem quebrou e a IG parece não querer me atender.
A vida anda meio louca esses dias. Já tive uma festa de aniversário de uma amiga que fiz coisas das quais me arrependi e me fizeram repensar um pouco minha vida. Já fiquei triste ao perceber que os meus “melhores amigos” daqui na verdade são amizades que nem completaram quatro meses, enquanto deixei amizades de quase dez anos em outra cidade. Já joguei pôquer novamente. Estava com uma saudade doida desse jogo!
Na prova de Introdução ao Estudo das Relações Internacionais não só tirei uma nota ALTA, como o professor pegou meu ensaio como exemplo de como escrever um ensaio, inclusive lendo trechos do meu ensaio! Quase morri de vergonha, mas estou me sentindo muito bem depois disso.
Em compensação, nos últimos dias tem batido uma saudade muito grande de casa. Ontem, pela primeira vez, chorei litros, sozinha em casa. Ninguém disse que sair de casa é fácil…
As provas também vêm se aproximando, e serão muitas de uma vez, cada uma com muito conteúdo. E, apra melhorar, ainda tenho um trabalho final de IERI, para o qual tenho que ler algo como 200pgs e escrever 8.
Enfim, deixem-me ir. O tempo é curto!
Beijos grandes a todos!
PS: Mal posso esperar pela REALIZE, esse sábado! Essa é uma festa que promeeeeete!
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