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“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. (Oscar Wilde)
Viver não é para os fracos. Fazê-lo plenamente requer muita coragem, ousadia, força de vontade. Não é para qualquer um. Os covardes que se contentem em sobreviver, matar tempo até o inevitável e morrer sem ter triunfado, desfrutado e sentido grandes emoções.
Quem vive passa por ridículo, fica nervoso, dá o primeiro passo, é generoso, se entrega, se revela, defende crenças, tenta, falha, tenta mais uma vez, se dispõe a aprender, sabe que tem muito a conhecer, se interessa pelo mundo, vai à festas, dá a cara à tapa, acredita que pode, tropeça, dança, sorri, se esforça, chora, grita, erra, briga e quando chega a hora vai sabendo que aproveitou seu potencial e deu o máximo que pôde sempre que pôde.
Os covardes nunca são os primeiros a tentar, a falar, a tomar iniciativa. Preferem caminhos já percorridos, frases já feitas, situações já vivenciadas, lugares seguros, empregos seguros. Covardes fogem do ridículo, da exposição, da criatividade, dos erros. Vão com a multidão, tentando se sentir parte de algo. Fingem ser quem não são para agradar. Não sabem o que é o frio na barriga antes de pular de pára-quedas, de dar um discurso para centenas de pessoas ou de fazer uma apresentação, porque nunca fizeram isso na vida.
Quem saboreia a vida é conivente com quem a vive de maneira covarde. Estes não sabem o que estão perdendo.