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Depois da Corrida (2)
The Rise of The Turtle
Dizem as más línguas que a Tartaruga, após ganhar a fatídica corrida, entrou de cabeça no mundo de sexo, drogas e rock’n'roll. As boas línguas a defendem argumentando que foi um momento de novas experiências, de muitas tentações, nada mais normal que perder um pouco o foco.
A Tartaruga era um bicho solteiro, jovem, recém-saído da faculdade. Inexperiente, nunca havia bebido, usado drogas ou mesmo se relacionado com outras tartarugas sem que fosse algo sério: presa fácil do brilho do estrelato.
A atenção da mídia, as fãs, o prestígio e tudo mais que acompanhou sua fama meteórica seriam sua perdição. Logo começava a circular entre as estrelas; simpático e honesto, conquistou muitos afetos. As cartas de fãs começaram a lotar sua caixa postal e ele fez sua primeira sessão de fotos para uma revista adolescente no mesmo mês.
Em três meses, havia se casado com uma cantora pop, viciado-se em maconha, feito dois clipes, dez propagandas e começado sua própria banda de rock. Com o cachê milionário comprara uma casa boa para a mãe e uma mansão para si, e vivia confortavelmente. Começaram a correr boatos suspeitos nos quartos da Mansão Turtle.
No mês seguinte, estava separado e em turnê. Um complexo de divindade nascia: brigara com a família, com o empresário, já cheirava cocaína antes dos shows e tivera sua primeira DST. Suas apresentações tornavam-se místicas e disputadas, sua música expressiva e muita bateria para acompanhar.
A variedade de drogas consumidas e a dependência aumentavam exponencialmente, assim como o cachê de shows e a venda de CDs. Tartaruga vivia o sonho americano: fama, mulheres, dinheiro e rock’n'roll. O brilho daquele estilo de vida parecia eterno.
[continua...]