01.20.08
Every You and Every Me
Os olhares se encontraram assim que ela entrou no recinto. Ele sorriu daquela maneira que só ele sabia, e ela derreteu. Ela sorriu de volta, e ele derreteu também. Os dois se perguntaram se algum dia teriam uma chance. Quando haviam se conhecido, ele namorava. Um ano e alguns meses depois, ele estava solteiro e ela estava envolvida com outra pessoa. Hoje, nenhum dos dois sabia se o outro estava solteiro ou não. Eles não conversavam sobre romance.
Ele estava sentado e ela estava atrasada, então ela beijou a testa dele como cumprimento e continuou andando. Quando voltou, ele perguntou se ela gostaria de ir ao show da banda dele naquele final de semana. Ela sabia que o local era um tanto que underground, perigoso para uma mulher sozinha, mas prometeu que iria. Era importante para ele. Mordeu o lábio quando pensou que talvez rolasse algo.
Ele passou as mãos pela calça sem perceber. Conseguiriam romper a barreira da amizade? Ela estivera ao lado dele naquele período desanimado e frustrado da sua vida. Ela o ouvira falar sobre sua vida, sobre seus medos passados e presentes, sobre suas idéias. Ele era o único que ela conhecia com um espírito verdadeiramente livre, o único que podia e sabia discutir teorias, filosofias e pensamentos. Sentia-se confortável com ele.
Nenhum dos dois realmente sabia quando a linha da amizade havia sido ultrapassada. Demoravam a perceber os próprios sentimentos. Ele dedilhava uma música no violão quando ela saiu. Ela o achava lindo. Ele a achava linda. Apesar de alguns anos de diferença, ele a considerava uma igual. Não ficava atrás de ninguém em maturidade. Ele a olhou sair, andando com aquele rebolado hipnotizante.
Ela não foi. Forças maiores: ficara sem carona. Lei de Murphy age quando menos se espera, e o carro que a levaria foi para a oficina. Demoraram duas semanas depois disso para se encontrar, e era tarde para justificações. Ele não se magoou. Sabia que ela só não iria por motivos fortes. Estava feliz em vê-la, de qualquer maneira. Teria outra apresentação em 8 dias, quem sabe então eles tivessem uma chance.
Batata disse,
Janeiro 20, 2008 às 12:47 am
Muito boa… xD
Adooooooooooro essa coisa de “Conseguiriam romper a barreira da amizade?”
Vamos mesmo ficar na curiosidade do que vai acontecer com eles?
Carla Fiquene disse,
Janeiro 20, 2008 às 6:41 pm
Que interessante.. tô curiosa, e torcendo pra acontecer alguma coisa hehe. bjoks Mairão. =*
Luana disse,
Janeiro 20, 2008 às 9:44 pm
Meu pai disse, a alguns dias atrás, que quando eu fui gerade ele e mamãe eram “amigos”.
XD