“Z” (1969) é um filme excelente. Foi o primeiro a ser indicado nas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Estrangeiro no Oscar (apenas outros dois repetiram a façanha), e é considerado a melhor obra de Costa-Gavras. Baseado no romance de Vassilis Vassilikos, mostra a violência da ditadura da Grécia, instalada na década de 1960.

Tem como trama básica o assassinato de um político liberal, cometido como se fosse um acidente. O promotor encarregado age como detetive para descobrir os verdadeiros culpados e traz à tona uma rede de escândalos e corrupção que acabam por levar o líder do partido de oposição ao cargo de Premier. Porém, em 1967, um golpe militar derrubaria o governo legítimo.
No início do filme, já somos avisados: “Qualquer semelhança com fatos ou pessoas vivas ou mortas, não é casual, é intencional.” E realmente, o filme quase reproduz com exatidão o que realmente aconteceu. Achei fascinante como todo o aparato do governo é mobilizado para esconder o crime e fazer parecer um acidente. Afinal, sou uma filha da década de 1990. Não sei o que é repressão, ditadura ou luta contra o comunismo. Os jovens de hoje nasceram sem saber o que é guerra fria ou ditadura. E, de vez em quando, é bom sermos lembrados de tudo isso.
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