Arquivado em: Delírios, Diário, Surtos | Tags: admitir, amar, confessar, errar
Amei, admito. Amei, apaixonei-me, entreguei-me. Dei uma parte de mim sem esperar retorno – e devo admitir também que não a recebi de volta, no final das contas – para quem merecia e para quem não merecia. Já errei no meu julgamento, já fui magoada pela última pessoa que imaginava que faria isso. Desapontei muitos muitas vezes, admito. Briguei sem ter razão e menti sem necessidade. Chorei de dor, de amor, de dor de cotovelo, de mágoa. Chorei sozinha, trancada em meu quarto. Chorei no colo de quem eu confiava.
Já tive amores platônicos, admito. Quis quem não me queria, quis quem não podia querer. Beijei quem não devia e não amei quem me amava. Dei foras e levei outros. Fugi de vigilância adulta e fui a vigilância adulta de quem queria escapar. Esforcei-me por causas bobas, e deixei passar algumas causas maiores. Ouvi muitos que precisavam, mas deixei passar ocasiões em que havia grande necessidade da minha presença.
Errei, confesso. Sou cheia de troféus que não posso colocar na estante. Minha maior coleção é a de tropeços. Escondo os mais humilhantes, divido os mais cômicos, tento parecer que erro bem menos do na realidade o faço. Sou humana, merda. Não me culpe por ser quem sou.
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Por tanto tempo sem postar. Entre estar sem internet por mais de um mês, adaptar-me e sobreviver à faculdade, minhas tentativas literárias ficaram em segundo plano, e não produzi quase nada esses dois meses. Agora, com a vida mais estabilizada e com internet, creio que poderei voltar a postar mais frequentemente.
E, como não é muito difícil de perceber, dei uma repaginada no site. Não estou ainda certa quanto ao visual, mas a estrutura deve permanecer esta da página principal e o “about” somente. Espero que tenham gostado!
Arquivado em: Delírios, Diário, Surtos | Tags: amor, desabafo, egoísmo, nostalgia, tristeza
Eu achava que amor era tua especialidade.
A verdade que demorei a descobrir é que teu negócio é o egoísmo.
A verdade que não admito é que o tempo que me iludiste (cativaste?) me parece melhor que este presente sem ti.