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ESTADO E POLÍTICAS (PÚBLICAS) SOCIAIS
ELOISA DE MATTOS HÖFLING
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Para melhor compreensão e avaliação das políticas públicas sociais implementadas por um governo, é fundamental a compreensão da concepção de Estado e de política social que sustentam tais ações e programas de intervenção. Visões diferentes de sociedade, Estado, política educacional geram projetos diferentes de intervenção nesta área;
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Diferenciação entre Estado e governo;
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Políticas públicas
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-“Estado em ação”
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- Responsabilidade do Estado;
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- O Estado implantando um projeto de governo, através de programas, de ações voltadas para setores específicos da sociedade;
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Políticas sociais
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- Usualmente entendidas como as de educação, saúde, previdência, habitação, saneamento etc.;
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- Ações que determinam o padrão de proteção social implementado pelo Estado;
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- Redistribuição dos benefícios sociais visando a diminuição das desigualdades estruturais;
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- Raízes nos movimentos populares do século XIX, voltadas aos conflitos surgidos entre capital e trabalho;
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As políticas sociais – e a educação – são formas de interferência do Estado, visando a manutenção das relações sociais de determinada formação social.
- Portanto, assumem “feições” diferentes em diferentes sociedades e diferentes concepções de Estado
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Claus Offe
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- A análise do Estado: 1) a partir de uma perspectiva de classe 2) como uma esfera da sociedade que concentra e manifesta as relações sociais de classe, onde conflitos ocorrem
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- Para o autor, o Estado atua como regulador das relações sociais a serviço da manutenção das relações capitalista em seu conjunto, e não especificamente a serviço dos interesses do capital – a despeito de reconhecer a dominação deste nas relações de classe.
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- Como o Estado capitalista atua para preservar as relações no conjunto da sociedade de classes? Quais as relações de interesses na determinação das ações do Estado? Enfim, como se originam, a partir de que movimentos de interesses surge a política social do Estado capitalista?
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- O Estado capitalista moderno cuidaria não só de qualificar permanentemente a mão-de-obra para o mercado, como também, através de tal política e programas sociais, procuraria manter sob controle parcelas da população não inseridas no processo produtivo;
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- O sistema de acumulação capitalista engendra em seu desenvolvimento problemas estruturais relativos à constituição e reprodução permanente da força de trabalho e à socialização desta através do trabalho assalariado. O Estado deve “responder” a estes problemas.
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- Os problemas de um país não vão ser resolvidos apenas pela ação do Estado ou do mercado. É preciso um novo pacto, que resolve o dever do Estado de dar condições básicas de cidadania, garanta a liberdade do mercado e da competição econômica e, para evitar o conflito entre esses dois interesses, permita a influência de entidades comunitárias.
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- Parece ser mais fecundo interpretar a política educacional estatal sob o ponto de vista estratégico de estabelecer um máximo de opções de troca para o capital e para a força de trabalho, de modo a maximizar a probabilidade de que membros de ambas as classes possam ingressar nas relações de produção capitalistas.
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As teorias políticas liberais concebem as funções do Estado essencialmente voltadas para a garantia dos direitos individuais, sem interferência nas esferas da vida pública e, especificamente, na esfera econômica da sociedade.
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A concepção neoliberal de sociedade e de Estado se inscreve na – e retoma a – tradição do liberalismo clássico, dos séculos XVIII e XIX.
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“menos Estado e mais mercado”;
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individualismo;
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capitalismo competitivo – liberdade econômica;
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políticas (públicas) sociais – entrave ao desenvolvimento e responsável por crise;
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Estado deve dividir responsabilidades com o setor privado (ex: cupons para educação);
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Em um Estado de inspiração neoliberal as ações e estratégias sociais governamentais incidem essencialmente em políticas compensatórias, em programas focalizados, voltados àqueles que, em função de sua “capacidade e escolhas individuais”, não usufruem do progresso social. Tais ações não têm o poder – e freqüentemente, não se propõem a – de alterar as relações estabelecidas na sociedade.
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Penso que uma administração pública – informada por uma concepção crítica de Estado – que considere sua função atender a sociedade como um todo, não privilegiando os interesses dos grupos detentores do poder econômico, deve estabelecer como prioritários programas de ação universalizantes, que possibilitem a incorporação de conquistas sociais pelos grupos e setores desfavorecidos, visando à reversão do desequilíbrio social.
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Mais do que oferecer “serviços” sociais – entre eles a educação – as ações públicas, articuladas com as demandas da sociedade, devem se voltar para a construção de direitos sociais.
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I recently came accross your blog and have been reading along. I thought I would leave my first comment. I dont know what to say except that I have enjoyed reading. Nice blog.
Tim Ramsey
Comentário por Tim Ramsey Junho 19, 2008 @ 9:13 pmESTE FICHAMENTO ESTAR BEM, CLARO E OBJETIVO,ENCONTERI NELE ESCLARECIMENTOS SOBRE O ESTADO E AS POLITICAS.MUITO BOM MESMO.
Comentário por MARISTELA Abril 25, 2009 @ 1:19 pm