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Julho 23, 2008, 3:53 pm
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Minhas relações acabam cedo demais,
sempre cedo demais.
São quase abortos -
mais sonhos e expectativas que fatos e realidade,
algo mais a-ser do que algo de fato.
Agora estas paredes,
sempre mais altas,
sempre mais próximas,
me distanciam cada vez mais de tudo;
e desenvolvo essa claustrofobia
resultante da incapacidade de comunicar-me.
As nuances do que não digo são mais delicadas:
O meu não-dito significa mais.
Engasgo-me e hesito;
palavras morrem antes de vislumbrar o céu lá fora.
Morro em silêncio.
Quando derem conta, tudo já será passado.
Maíra Carvalho
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