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Sento e espero.
O vento uivante hipnotiza-me
e leva da mesinha os papéis onde rascunhei
alguns poemas sem significado.
O raio que o parta!
O Diabo que o carregue!
Ouço sussurrarem,
o que me traz a mente
a maldade – inerente ou não -
de alguns.
Sento e espero.
Essa paz de espírito parece-me inexplicável.
Maíra Carvalho
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Há coisas que vivi que não vivestes, e vice-versa. Há menos de um ano, entedíamo-nos perfeitamente. Mesmo estilo de vida, experiências semelhantes, convivência intensa. Comunicávamos com apenas um olhar. Entendimento imediato.
Então vieram as fissuras, as discussões, as brigas.
Depois veio a força do não-dito, do não-compartilhado, do não-vivido pelo outro. Espero que possamos encontrar um caminho a ser compartilhado. Uma cumplicidade que não fique opaca. Um laço que não se afrouxe.