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Larga minha mão e me liberta dessas correntes, que o que tínhamos já passou e o que temos não vale a pena. Deixa-me ir, deixa-me ser, que nos deixamos contaminar pelo não dito, pelas mentiras brancas, pela falta de contato e entendimento. Não tente reatar o que quebramos.
Somos passado; hoje somos tão diferentes do que fomos que perdemos a sintonia. Porque insistes? Foi bom e eterno enquanto durou, e isso basta. Larga da minha mão e segue teu caminho, que essas correntes pesam em meus pulsos e me enchem de culpa. Tu sabes que culpa não me manterá no lugar por muito tempo.
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Passeando pelo blog do Roque Santeiro, vi essa brincadeira de contar seis coisas de cunho pessoal, e resolvi aderir.
1. Faço tudo no último momento, não importando se seja obrigação ou prazer. Escrever um artigo científico, fazer um fichamento, mandar uma carta, comprar uma roupa, arrumar-me para uma festa, ligar para alguém; não importa. Raras vezes faço algo com antecedência.
2. Tenho 1,75m de altura, mas a maioria das pessoas pensa que tenho 1,80m.
3. Crio histórias desde a pré-adolescência – e, previsivelmente, me envergonho profundamente da maior parte do que escrevi até agora. Não consigo imaginar uma vida de uma pessoa que não pinta/desenha/atua/escreve ou seja artística de uma maneira ou outra.
4. Dificilmente me apaixono. Sempre quero estar no controle, não confio facilmente nos pretendentes que aparecem e não tenho paciência para lidar com gente insegura, ciumenta ou possessiva; nada disso facilita o ato de se apaixonar.
5. As maiores dores da minha vida até agora foram: a. Deixar meus amigos de infância para trás e me mudar para Brasília; b. Ter sido deixada para trás por uma amiga.
6. Moro sozinha num apartamento de um quarto, com as paredes branquinhas, sofá laranja, janela bem grande de vidro na sala, uma estante cheia de livros e uma mesa branca e laranja.
Bom, antes de qualquer coisa, peço desculpas aos leitores pela ausências prolongadas. A verdade é que, em meio a dificuldades de acessar o computador ou a internet, há um elemento a mais. Perdi a conexão com esse blog; quando o criei era uma pessoa diferente, que escrevia de maneira diferente, sobre outros assuntos e com outros pontos de vista. Isso foi também, em grande parte, o porquê de tão poucas postagens.
Venho então, anunciar que o blog passará por uma reformulação. Não o deletarei nem eliminarei posts; apenas o deixarei mais com a minha cara, mais condizente com o meu momento atual.
Beijos e rosas,
Maíra
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Mariana tem dinheiro, um Eco Sport vermelho e luzes no cabelo. Ela é alta, esguia, simpática e extrovertida. Seus país favorito é a Alemanha – Berlin tem baladas ótimas, sem falar que alemães lindos não faltam por lá. Mariana tem cabelos castanhos ondulados e bem hidratados e olhos mel. Sua mais nova mania são bolsas Chanel.
O que Mariana não tem é um namorado. Há um ano e meio que ninguém a pede em namoro. Ela flerta, ela fica, ela tem casinhos, mas nada dá frutos. Isso já está começando a incomodá-la; Mariana é o tipo de garota que não fica mais de seis meses solteira. Uma menina tão bonita, de boa família, estudante de Direito não deveria estar encalhada.
Mariana tem 22 anos e suas duas melhores amigas estão noivas. O olhar de pena do resto do mundo por ela ser a última solteira irrita, às vezes. É depois do segundo chá de panela que ela decide que essa situação tem que mudar. Coincidentemente, é nesse chá de panela que Felipe faz sua primeira aparição depois do intercâmbio para a Austrália.
Felipe é o irmão mais velho de Ana, uma de suas melhores amigas. É surfista e está começando uma carreira em Publicidade. Tem o cabelo no tom de um loiro queimado e o sorriso fácil. Não fala muito, mas é tão bonito que Mariana nem se importa. Ela decide investir.