Delírios, Reflexões e Ilusões Verborrágicas


chocolate
julho 29, 2008, 9:00 pm
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There is something in your eyes, dear
that I can’t quite apprehend.
Something just beneath
the superficiality that everyones sees,
just behind the charm of your chocolate eyes.

A certain lack of defenses against me,
a certain sparkle in certain moments,
a certain look in some ocasions.

Yes, dear, there’s an unspeakable, untouchable touch
enough to keep me lingering when our eyes meet,
a sweetness still to be explained.

Maíra Carvalho



paz
julho 27, 2008, 2:34 pm
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Sento e espero.
O vento uivante hipnotiza-me
e leva da mesinha os papéis onde rascunhei
alguns poemas sem significado.

O raio que o parta!
O Diabo que o carregue!
Ouço sussurrarem,
o que me traz a mente
a maldade – inerente ou não –
de alguns.

Sento e espero.
Essa paz de espírito parece-me inexplicável.

Maíra Carvalho



Manifesto
julho 27, 2008, 1:46 am
Filed under: Reflexões

Há coisas que vivi que não vivestes, e vice-versa. Há menos de um ano, entedíamo-nos perfeitamente. Mesmo estilo de vida, experiências semelhantes, convivência intensa. Comunicávamos com apenas um olhar. Entendimento imediato.

Então vieram as fissuras, as discussões, as brigas.

Depois veio a força do não-dito, do não-compartilhado, do não-vivido pelo outro. Espero que possamos encontrar um caminho a ser compartilhado. Uma cumplicidade que não fique opaca. Um laço que não se afrouxe.



3am
julho 25, 2008, 2:21 am
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O silêncio da madrugada

me traz uma certa paz.

 

Quando a única coisa

que se ouve

são as batidas

do próprio coração

 

suas linhas de pensamento

tornam-se subitamente

mais claras.

Maíra Carvalho



2am
julho 24, 2008, 1:27 am
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Essa dor de cabeça
e esse enjôo
vêm da insônia, eu sei.

A madrugada nem sempre traz
o que se quer dela.

Maíra Carvalho



mais
julho 23, 2008, 3:53 pm
Filed under: Uncategorized

Minhas relações acabam cedo demais,
sempre cedo demais.
São quase abortos –
mais sonhos e expectativas que fatos e realidade,
algo mais a-ser do que algo de fato.

Agora estas paredes,
sempre mais altas,
sempre mais próximas,
me distanciam cada vez mais de tudo;
e desenvolvo essa claustrofobia
resultante da incapacidade de comunicar-me.

As nuances do que não digo são mais delicadas:
O meu não-dito significa mais.
Engasgo-me e hesito;
palavras morrem antes de vislumbrar o céu lá fora.
Morro em silêncio.
Quando derem conta, tudo já será passado.

Maíra Carvalho



insônia
julho 21, 2008, 5:22 pm
Filed under: Narrativa, Trechos

Meus fantasmas me possuem
e me embriagam nessa noite insone.

As lembranças do por-vir,
A pressão do que poderia ter sido:
Tudo isso caminha para minha ruína.

Desce quente pela minha garganta
a amargura de alguns pensamentos.
Algum dia serei metade do que me proponho a ser?
Passarei do esboço à arte-final?

Suspiro resignadamente e fecho os olhos.
Os caminhos que percorri nunca foram pré-traçados.
Minha vida? Uma licença poética.

Maíra Carvalho