Delírios, Reflexões e Ilusões Verborrágicas


dezembro 28, 2008, 4:21 pm
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Reviro-me e desviro-me.
Tudo que há entre nós?
Mais falso que as jóias de minha mãe.

Não me culpe.
Culpe a insônia,
única portadora de todas minhas epifanias.
Todas as minhas verdades
vieram a mim depois do pôr-do-sol,
quando o calor e o peso de tudo
oprimem além de palavras.

Sim, culpe a insônia,
que eu nada faço além do esperado.
Posso eu tomar responsabilidade
Se apenas deixei-me vagar?

Sussurras ao meu ouvido
respostas que não me agradam;
levanto-me do chão frio
e afasto-me, infeliz.

O silêncio é mais harmonioso, te explico.
Palavras são perigosas.
Ficamos então a nos contentar com redundâncias
e assumimos uma idade além dos nossos anos.

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Perdição
dezembro 28, 2008, 4:20 pm
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Perdi-me, meu amor,
Por tantas ruas,
com tantas pessoas –
E agora é tarde demais para nós.

Fiz e refiz listas
Mergulhei em prós e contras
Dei mais chances
do que seria recomendável.

Em vão, meu amor –
Já é tarde demais para nós.



linhas
dezembro 28, 2008, 4:18 pm
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As linhas que haviam entre nós
desvaneciam sempre,
fluidas e desimportantes.

Agora há apenas desconforto
e a lembrança de uma familiariedade
do tempo em que não éramos estranhos.



dezembro 28, 2008, 4:13 pm
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Esses teus olhos vermelhos
vermelhos e profundos
revelam mais que gostarias.

Revelam mais que teu cansaço,
a tua tristeza,
as tuas desilusões.

Basta saber ver:
esses teus olhos vermelhos
vermelhos e profundos
te desnudam por completo.